O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar, tomaram um conjunto de medidas para diminuir o número de cesáreas realizadas no Brasil. Em primeiro momento, eu tinha entendido que cesáreas seriam proibidas, a não ser que o parto fosse que risco para a mãe ou bebê. Mas não, proibida não serão. A ideia é não estimular e dificultar. 

As cesáreas agora terão que ser justificadas pelo médico para que o seguro cubra. Ou seja, agora o médico terá que preencher um partograma, que consiste de um registro do que aconteceu durante o parto. Além disso, o parto não pode ser mais marcado ou pré-agendado.

Se o parto não for registrado por um partograma, ou não for entendido pelo registro que a cesária foi uma resposta necessária do médico para a segurança do bebê e da mãe, o seguro saúde pode não pagar a cirurgia. Tornando o custo da família.

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Hoje, 24 milhões de mulheres tem planos de assistência médica no Brasil e 84% delas optam por cesária suplementar, enquanto na rede publica são só 40%.

A medida foi publicada no Diário Oficial no dia 7/01/15, e as operadoras de seguro tinham 180 dias para se adaptar. Ou seja, se seu filho vai nascer partir de julho desse ano fique atenta! Fale com o seu médico e com o seu seguro. Assim você não correr o risco do seu seguro não pagar o parto. 

Eu não sei se acredito que esse tipo de “incentivo” é para o bem da população ou para uma redução dos custos. Não estou debatendo aqui o que é melhor. Parto normal ou cesária. Mas acho que cada mulher deveria ter a sua opção respeitada sempre e vocês?

Fonte: Folha de São Paulo 

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1 Comentário:Cesárea Não É Proibida, Mas Tem Que Ser Justificada!
  1. Iara Neres disse:

    Sou bastante a favor do respeito às decisões de nós mamães e futuras mamães porém, cabe a nós mulheres tentarmos naturalmente e com amor trazer nossos filhos ao mundo tendo a consciência de que é uma fase transformadora e de cura espiritual. Deixando então de industrializar esse procedimento que registra traumas nas nossas crianças.
    Sou super a favor caso o procedimento seja necessário por questão genética e a mãe não consegue ter a abertura necessária para tal.

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