As férias chegaram e muitos de nós estamos loucos para ir para qualquer lugar quente. Chega de tosse, frio ou pele ressecada. Tá na hora de tomar sol e brincar na água.

A ideia das férias é relaxar e curtir. Então, para não deixar nada ruim acontecer (Deus me Livre!) atenção, a essas regras de segurança, para as crianças enquanto estiverem ao redor da água:

1. JAMAIS Tire os Olhos do Seu Filho Quando Ele Estiver Perto ou Dentro da Água.

Pode ser um espelho de água, a banheira ou o mar. Sob nenhuma circunstância uma criança deve ficar sozinha perto ou dentro da água, mesmo sabendo nadar.

Uma criança pequena pode ser afogar em 25 segundos. Ou seja, é muito rápido. Então, quando vocês estiverem nadando, sempre esteja dentro da água com o seu filho, a uma distância em que você sempre possa alcançá-lo e dê a ele sua total atenção. Mesmo que ele saiba nadar fique sempre perto e nunca tire os olhos dele.

Mesmo adultos ou crianças que saibam nadar muito bem, podem entrar em pânico, cansar ou ficar preso embaixo da água. Não espere que a vitima comece a gritar ou se debater se tiver algum problema, isso é coisa de filmes. Na maioria dos casos de afogamento de adultos ou crianças, o acidente ocorre rapidamente e em silêncio.

2. Largue o Telefone

Faça um pacto com você mesma. Toda vez que for à praia ou para a piscina, coloque seu telefone no silencioso e longe do seu alcance. É sempre bom ter o telefone com você, caso precise que alguma coisa. Mas, mesmo o tempo de responder uma mensagem de texto pode ser perigoso. Inclusive, por que, ao respondemos uma mensagem de texto, uma olhadinha nas redes sociais sempre vem junto, não é mesmo ? Então resista!

3. Não Confie em Boias Infláveis, Boias de Braços ou Flutuadores.

Quando o Thomas era menor uma das primeiras coisas que eu comprei foram aquelas boias de braço. Eu achava que ele poderia ficar com elas, nadar comigo ou até ficar boiando sozinho. Claro que comigo perto, mas a ideia, era ele não ficar pendurado em mim o tempo todo. Do primeiro momento que coloquei as boias, ainda fora da água, já vi que aquela imagem era uma ilusão.

As boias escorregam do braço, eram desconfortáveis e não provinham qualquer tipo de equilíbrio. Tentei outros tipos, mas obtive o mesmo resultado. Zero segurança e um trambolho a mais para carregar comigo. Resumindo, nunca mais usei e ele continua nadando comigo grudado. Essas boias, não são salva vidas e sim algo para divertir. Não coloque sua fé nelas.

A única proteção contra afogamento é um colete salva vidas aprovado pela marinha. Que é algo ótimo pra se ter quando as crianças quiser entrar na água, bote ou barco. Mas novamente, sempre acompanhado de um adulto que saiba nadar.

Se o adulto, não souber nadar ou tiver algum tipo de insegurança ao redor da água, em caso de emergência ele pode piorar a situação, invés de ajudar. Portanto, nesses casos é até bom que se mantenha a distancia. Pois, uma vitima em pânico, pode puxar qualquer um para debaixo da água.

Diga não, para caudas de sereias e qualquer coisa que obstrua a movimentação do seus filhos e mantenha as boias e brinquedos fora da água quando não estiverem em uso. Na água elas atraem as crianças para dentro da piscina.

4. Coloque Seus Filhos na Aula de Natação.

Além de ser saudável e bom para o corpo todo. Aprender a nadar é uma medida de segurança pra qualquer um. É uma habilidade importante que todos devemos ter. Então, mesmo em momentos de crise considere isso como um investimento na segurança e felicidade do seu filho.

De qualquer forma, mesmo que ele já sabia nadar e esteja fazendo aulas de natação, isso é uma segurança e um investimento a longo prazo e não uma atitude de efeito imediato. Então, não confie nas aulas e não se sinta segura porque seu filho faz natação desde um ano. Fique sempre do lado dele ou coloque um adulto responsável e que saiba nadar com ele. Mas tem que saber nadar tá ?

5. Faça as Crianças Ficarem em Duplas

Faça com que as crianças andem e fiquem em duplas. É só parear elas antes de sair de casa, dizendo que uma é responsável pela outra e que elas devem saber onde a sua dupla está a todo momento.

Essa providência, também é bom para ir a passeios em lugares públicos, como museus ou parques. Isso não substitui a supervisão de um adulto. É só uma precaução a mais.

6. Salva Vidas da Vez

Em uma festa ou quando há muitas crianças juntas a melhor solução é escolher o salva vidas da vez. Ou seja, um adulto que saiba nadar, que tenha a função de ficar sentado na beira da piscina olhando as crianças. Faça um revezamento para que todos as adultos possam relaxar na festa ou churrasco. Mas alguém, sempre deve estar de olho a todo momento.

Caso o número de crianças seja muito grande, mais de um adulto deve ficar na “função” salva vidas. De preferência, um dentro da piscina com as crianças menores e o outro fora de olho. Aliás, deixe as bebidas alcoólicas para a noite, quando as crianças estiverem dormindo ou pelo menos depois que as atividades aquáticas tenham encerrado.

7. Ensine as Regras Para os Seus Filhos

Não adianta nada você ter cuidados se os seus filhos não colaborarem. Então, explique e deixe bem claro o perigo. Aqui segue umas regrinhas fáceis para eles memorizarem:

  • Não pode correr em vollta da piscina
  • Não pode mergulhar na parte rasa da piscina
  • Não pode empurrar ninguém para dentro da piscina
  • Não pode puxar ninguém para debaixo da água (dar caldos e etc…)
  • Não pode JAMAIS nadar sem a supervisão de um adulto

8. Aprenda Primeiros Socorros

Caso um acidente ocorra, é sempre bom estar preparado e saber o que fazer. No mundo ideal, todos nós seriamos obrigados a prender primeiros socorros na escola. Por isso, vá atrás e faça o curso. Não custa nada e é um cuidado a mais que podemos ter. Clique aqui e veja o curso que o Senac oferece!

Caso não tenha ficado claro o perigo e o quanto importante é tomar muito cuidado, quando lidamos com água, resolvi adicionar algumas estatísticas para vocês terem um visão mais clara (dados de 2015 no Brasil):

  • 17 brasileiros morrem afogados diariamente
  • 51% das mortes na faixa de 1 a 9 anos acontece em piscinas e residências
  • Afogamento é a segunda maior causa de morte na faixa de 1 a 9 anos
  • Afogamento é a terceira maior causa de morte na faixa de 10 a 19 anos
  • Crianças de 4 a 12 anos que sabem nadar se afogam mais pela sucção da bomba da piscina
  • Adolescentes tem o maior risco de morte
  • 51% das mortes ocorrem até os 29 anos

Bom mamães é isso, eu desejo férias lindas para todas vocês. Mas por favor, muito cuidado com a água e com o mar!

Beijos e uma ótima quinta feira

Fonte: Sobrasa.org e Parents

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