Conversar com seu filho sobre assuntos sérios ou dar broncas, não precisam ser eventos traumáticos. Garanto que existem formas melhores e bem mais eficazes. Veja aqui!

Na hora que você vai conversar com seu filho, é sempre aquela cena? A mãe chama o filho e fala aquela frase medonha “Senta aqui. Precisamos conversar…”

Pronto! Eu mesma só de ouvir isso tremo. Aliás, esse é um dos traumas da minha infância que duram até hoje.

Inscreva-se já no Canal

Minha mãe é a melhor mãe do mundo, mas ela sempre fez isso. “Filha, preciso falar com você …” Nesse momento eu fechava. Não importava o que ela ia me falar, eu estava pronta para o guerra… Claro, que essa forma de sentar comigo para conversa era o jeito que ela achou de passar o quão serio eram as conversas.

O problema

O problema era que essa rotina da conversa me assuntava. Já que a frase: “Filha senta aqui que precisamos conversar…” raramente anunciava algo bom a caminho. Eu me lembro bem da sensação. Era uma pontada na barriga de medo, minhas mãos começavam a suar e a ansiedade era tanta, que meu coração acelerava. Como se fosse um ataque de pânico do que estava por vir.

Veja, minha mãe nunca me bateu e sempre foi firme, mas nada que uma mãe não fizesse. Ainda acho que o que me assustava quando criança era a cerimônia. Sentadas, olho no olho, o silêncio que pairava, pausas para efeito e tudo mais…

Cada um é cada um e seus filhos, ao contrario de mim, podem não se assustar. Afinal, alguns são mais sensíveis que outros. Porém, a sensação descrita acima é um risco que você corre ao conversar com seu filho dessa maneira.

A certeza, é que dessa forma, as crianças se tornam muito mais resistentes a qualquer coisa que você tenha para falar. Elas se abrirem menos e a escutam menos ainda. A seriedade assusta e inibe.

Conversar com seu filho sobre assuntos sérios ou dar broncas, não precisam ser eventos traumáticos. Garanto que existem formas melhores e bem mais eficazes. Veja aqui!

Qual a solução 

Quando meus pais se separaram, minha mãe, me levava em uma tia. Eu amava ir na tia. Só ia lá jogar joguinhos e brincar. Ela tinha a maior paciência de jogar Ludo comigo. Coisa que eu amava e ninguém queria jogar mais de uma partida.

A tal da tia era uma psicóloga infantil. Minha mãe tinha medo que a separação fosse traumática para mim. Por isso, resolveu me levar na psicóloga quando o divorcio ocorreu. Me lembro que eu fui por bastante tempo, mas não lembro de nenhuma conversa e nem de nenhum momento de medo.

Hoje eu sei por que. A psicóloga, sabia que as crianças são muito mais propensas a falar e a conversar enquanto estão fazendo alguma outra coisa. Dessa forma, você evita essa sensação de medo que inibe a criança. Em um ambiente mais tranquilo, de brincadeira, a criança conversa, fala e escuta mais. É muito mais fácil de você atingir o seu objetivo.

Não é a toa que todos os consultórios psicológicos de crianças são cheio de brinquedos. É uma forma de conseguir abrir o canal de comunicação. Por isso, da próxima vez que você quiser conversar com seu filho, acordar um castigo, explicar que ele fez alguma coisa errada e qual é o certo. Faça em um momento leve, durante outra atividade. Você vai ver como a conversa vai fluir com mais facilidade e como ele vai revelar mais. Aliás, você vai ver que seu filho vai falar coisas e você vai descobrir muito mais sobre seu filho do que você imaginava.

Bons exemplos de lugares para fazer isso, são: no carro, tomando sorvete, no parque durante um piquenique, enquanto vocês brincam na banheira ou em casa brincando de carrinho ou boneca.

Por favor, façam o teste. Vai funcionar com certeza. Depois não se esqueçam de deixar seu comentário aqui embaixo me dizendo como foi.

Beijos e até a próxima

Deixe seu comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *