O que você faz quando seu filho carinhoso e puro de apenas três anos começa a falar que vai te matar ou que um boneco vai dar um tiro no outro? As crianças começam a usar termos violentos na primeira infância, o que é muito mais cedo do que a maioria das mães espera. Veja abaixo o que fazer.

Seu bebê começa a usar termos violentos na primeira infância. Ele que acabou de começar a falar, um belo dia chega em casa e solta um: “Mãe, mata ele!” Ou “Mãe eu vou atirar em você!” O tamanho do susto que levamos quando isso acontece é indescritível. De repente meu filho doce e extremamente carinhoso, que nunca viu uma morte, não sabe o que é e que nunca viu ou apanhou na vida, só sabe falar nesse assunto. É bate no boneco, mata o dinossauro, o Chase (patrulha canina) vai te morder e o barco vai matar o Rubble (patrulha canina).

Meu filho não deixou de ser doce e carinhoso, mas essas expressões agressivas e essa violência toda me assustaram. Sendo mãe de primeira viagem eu não tinha ideia de quando esse assunto entraria na minha casa. Mas com certeza nunca imaginei que seria tão cedo.

Da onde eles tiraram isso?

Meu filho está na escola desde um ano e dois meses de idade. Eu acredito muito que escola faz bem para as crianças e que ficar em casa trancado com a babá ou mesmo comigo não é melhor dos que ir para a escola. Essa é a minha opinião. Provavelmente foi da interação com crianças mais velhas que que ele aprendeu a usar termos violentos na primeira infância. Como acontece com a gente. os pequenos são esponjinhas que escutam tudo que falamos e absorvem. Ou seja, eles absorvem também tudo que os amiguinhos mais velhos falam também .

Não estou colocando a culpa nas outras crianças muito pelo contrário, a primeira coisa que passou na minha cabeça quando o Thomas começou a usar termos violentos na primeira infância foi: “A culpa é minha! Quem mando ver o jornal enquanto eu cozinhava, burra, burra, burra! ”

A verdade é que não importa da onde ele pegou esse tipo de linguajar. O que importa é que ele não sabe o que significa na verdade. Ele nunca foi exposto (e se depender de mim nunca vai ser) a esse tipo de violência. Mas, como tudo na vida, as crianças terão que aprender mais cedo ou mais tarde o que é a realidade das coisas.

Por que assusta?

Eu acho simples dizer por que ouvir seu bebê usar termos violentos na primeira infância assusta qualquer mãe. A gente não espera isso de crianças tão puras e tão protegidas. A primeira coisa que vem a cabeça é: “Como será que ele sabe que algo assim existe?” Ou “Será que ele viu alguma coisa?” Ou até “Será que alguém bateu no meu filho?” O medo toma conta da gente. Ainda mais por que, infelizmente, vivemos em um pais tão violento.

Não tem nada que uma mãe queira mais dos que proteger os filhos. Dar amor e mantê-los na inocência o máximo possível. Quando ouvimos uma conversa assim dá a sensação de fracasso meio que imediatamente. Mas calma, eu garanto que este não é o caso. Vim a descobrir que é normal e acontece mesmo.

Usar termos violentos na primeira infância

Como lidar?

Antes de qualquer coisa é importante dizer que você não deve reagir com castigos, broncas e nem com gritos. A coisa mais indicada é agir com naturalidade e simplesmente dizer algo como: “Não usamos esse tipo de linguagem aqui em casa” ou como está explicado no video acima, explicar a consequência das palavras.Vamos aos termos que as crianças começam a usar:

Bater

Se seu filho fala em bater, explique que se você bater no boneco ou em outra pessoa você estará causando dor. Pergunte se ele gosta de sentir dor, seu bebê provavelmente dirá que não. Aí pergunte se ele gostaria que alguém causasse dor a ele? E ele dirá que não. Aí pergunte se ele acha legal ou justo causar dor a alguém, ele também negará, Por fim, pergunte: “E então você quer bater no boneco (ou na mamãe ou em quem quer que seja no caso)?” A conclusão deve ser não.

Claro, que pode ser que logo de primeira isso entre na sua cabecinha e o episódio volte a acontecer. Mas se ele disser algo acompanhado a palavra bater, com o Thomas tem mania de dizer: “Calma mamãe é de mentirinha” Aí relaxe ele saber que é só uma brincadeira de faz de conta e que portanto, não é real.

Matar

Como está explicado no vídeo pela Roberta do Socorro meu filho não estuda, você pode explicar que se ele “matar”o boneco ele vai embora e não volta mais. Isso também se aplica se ele falar que quer “matar” alguém. Depois que você explicar isso, provavelmente (já que não podemos ter certeza de tudo com as crianças), ele vai desistir da ideia.

Incentive a demostrar a sua raiva ou frustração de outras formas

Lidar com a raiva ou com a frustração atualmente é um desafio para muitos de nós. Isso inclui nós adultos. Existem muitas formas saudáveis de lidar com esses sentimentos negativos. Como batendo em um travesseiro, escrevendo seus sentimentos e até jogado um joguinho de luta. Eu particularmente prefiro me afastar da naquele momento, deixar que o sentimento passe para depois lidar de uma forma racional com a situação.

Com as crianças, isso também vale, ele pode conversar, pode ficar um pouco afastado, bater em um travesseiro e até dar um berro para soltar todo o seu nervoso em algum lugar que não vá incomodar como em um travesseiro. Como vocês podem perceber, travesseiros são bem úteis nessas situações…

Usar termos violentos na primeira infância

Isso passa?

Exatamente pelo fato deles não saber em o que é a morte exatamente ou o bater que eles podem usar termos violentos na primeira infância com essa tranquilidade toda e sem pudores. Se soubessem o que é, aí sim eles ficariam mais restritos a tal linguajar.

Dê qualquer forma, conforme eles crescem isso passa. quem tem filhos de idades diferentes pode perceber que os menores tendem a usar termos violentos na primeira infância com muito mais freqüência que os maios velhos. Por isso, fique tranquila acontece com todos eles e é uma fase que também vai passar.

Espero que esse post e o vídeo tenham tranquilizado vocês. Não se esqueçam de assinar o canal do Youtube (Clique para acessar!) e deixar seus comentários aqui embaixo.

Beijos, ótimo fim de semana e até a próxima.

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