Meninas não se assustem! A diástase é muito comum acontecer após a gestação e nesse post vou explicar um pouquinho sobre ela.

Para começar, vamos fazer um teste: quando você apalpa a parede externa do seu abdome, sente como se um pequeno buraco separasse os dois lados da musculatura da sua barriga? Se o seu parto já ocorreu há mais de 3 meses, e a resposta a esse teste for SIM, o ideal é procurar a orientação de um médico pois isso pode ser um diagnóstico de diástase. Ela basicamente é uma separação entre certos músculos abdominais que, se não for tratada, é muito comum provocar dores nas costas e nas pernas. Esse problema acomete cerca de 30% das mulheres no pós-parto.

Vamos esclarecer um pouquinho mais:

1- O que é a diástase?

A Diástase é o afastamento dos músculos retos do abdome. Estes músculos são aqueles que fazem os “gominhos” do abdome malhado. São em número de dois e paralelos, laterais um ao outro. Quando há um aumento da pressão intra abdominal com o afastamento destes músculos (gestações múltiplas, obesidade, desnutrição, etc) ocorre a diástase.

2 – O que causa e quem pode ter?

As mulheres que não fazem exercícios físicos e, assim, não têm o abdome trabalhado, desenvolvem mais chances de apresentar o problema. Contribuem também hormônios que, na gestação, provocam relaxamento muscular. Os fatores que predispõem uma mulher grávida para uma diástase do reto abdominal são usualmente gestações múltiplas, obesidade, um bebê grande e excesso de líquido amniótico.

Sandy luta contra a diástase após a gravidez!

Sandy luta contra a diástase após a gravidez!

3- Quais os sintomas?

Os sintomas mais comuns são dores na zona lombar, nádegas, coxas e uma protuberância no meio do abdome quando se senta ou está de pé.

4 – Como é o diagnóstico?

O diagnóstico é feito com o exame físico. Você pede para a paciente deitada se levantar sem o auxílio das mãos (como se fosse fazer abdominal) e percebe-se uma elevação na região central do abdome. Para saber a extensão do problema e ter mais clareza no diagnóstico deve-se fazer um ultrassom e buscar a avaliação de um fisioterapeuta. Se o afastamento for menor que quatro centímetros, exercícios físicos para a região abdominal podem reverter a situação em até três meses. Se for maior, é necessária uma cirurgia para unir os lados.

Na maioria das vezes o diagnóstico é feito pela própria paciente, ela só não sabe o nome do problema. Ela se queixa justamente de um abaulamento na região central da barriga ao se levantar, ao tossir ou fazer algum esforço.

5- O que pode ser feito para ser evitado?

Não se pode prevenir a diástase, mas manter o espaçamento estre as gestações em pelo menos dois anos, fazer exercícios físicos que fortaleçam a região, como pilates, acompanhados de um profissional ou trabalho do CORE podem ajudar.

É muito comum aparecer a diástase quando o intervalo de uma gestação para outra e menor que 2 anos, pois o corpo pode levar mais de um ano para que a recuperação completa ocorra.

6- Existe algum tratamento?

Sim, mas depende do tamanho do afastamento. O mais indicado é o exercício físico, ativação de CORE.

7- Como é o procedimento cirúrgico?

A cirurgia consiste num corte transversal no abdome inferior (como se fosse uma cesareana) com descolamento do tecido até o nível do umbigo ou acima se for necessário. Faz-se uma aproximação dos músculos, sendo eles fixados pela aponeurose (uma pele grossa que recobre a musculatura abdominal como se fosse uma cinta). Esta cirurgia também é estética, pois diminui o volume do abdome e define a cintura da paciente. O tempo de recuperação após o parto é diferente para cada mulher.

Mesmo com todas essas dicas, procure auxílio de profissionais para obter o diagnóstico, orientações e bons resultados!

Beijinho!

Gil

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